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Aula de prévia

Conhece o teu cabelo em quatro testes simples

30 minutos · Cuidar do cabelo no dia a dia: uma rotina simples que dá confiança

No fim desta aula vais saber a espessura, a oleosidade do couro cabeludo, a forma e a porosidade aproximada do teu cabelo, e vais ter a primeira parte da ficha do teu cabelo preenchida. É a base de tudo o resto: a maioria das rotinas que não resultam falha porque foi pensada para outro cabelo.

Porque é que isto muda tudo

Muita gente compra o champô que a amiga usa ou o que está em promoção e conclui que "o meu cabelo é impossível". Quase nunca é. Um cabelo fino e liso com raiz oleosa e um cabelo crespo e seco precisam de coisas quase opostas: um pede lavagens frequentes e produtos leves, o outro lavagens espaçadas e mais hidratação nos comprimentos.

O cabelo tem duas partes com necessidades diferentes:

  • o couro cabeludo, que é pele e produz sebo (oleosidade);
  • os fios (comprimentos e pontas), que não se renovam e só recebem o que lhes pões e o desgaste que lhes fazes.

Por isso é comum ter raiz oleosa e pontas secas ao mesmo tempo. Não é contradição, é normal.

Faz os testes com o cabelo lavado e seco sem produtos de finalização.

Teste 1: espessura do fio

  1. Apanha um fio que tenha caído (da escova ou da roupa).
  2. Rola-o entre o polegar e o indicador.
  3. Compara com uma linha de coser normal.
  • Quase não o sentes e é mais fino que a linha: fio fino.
  • Sentes-o, parecido com a linha: fio médio.
  • Sentes-o bem, mais grosso que a linha: fio grosso.

Porque importa: o fio fino fica pesado com facilidade (óleos e cremes ricos deixam-no colado) e sofre mais com o calor. O fio grosso aguenta mais produto e demora mais a secar.

Aproveita para ver a densidade: faz uma risca ao meio em frente ao espelho. Se vês bastante couro cabeludo, tens pouca densidade; se quase não vês, tens muita. Fino não é o mesmo que pouco: podes ter fios finos e muitos.

Teste 2: oleosidade do couro cabeludo

  1. Lava o cabelo como de costume e não ponhas nada na raiz.
  2. Na manhã seguinte, encosta um lenço de papel à raiz no topo, nas têmporas e na nuca.
  3. Repete no segundo e no terceiro dia, se aguentares sem lavar.
  • Marcas de gordura logo no primeiro dia e raiz colada: couro cabeludo oleoso.
  • Marcas só ao segundo ou terceiro dia: normal.
  • Sem marcas ao terceiro dia e sensação de repuxar: couro cabeludo seco.

Anota em que dia a raiz começa a parecer suja. Esse número vai decidir a tua frequência de lavagem na próxima aula.

Teste 3: forma

Deixa o cabelo secar ao ar, sem o pentear depois de molhado e sem produto. Observa-o ao espelho e numa fotografia.

  • Liso: cai direito da raiz às pontas.
  • Ondulado: forma um S largo, mais marcado nos comprimentos.
  • Encaracolado: caracóis definidos, em espiral ou em anel.
  • Crespo: espirais muito apertadas ou em zigue-zague, com muito volume e encolhimento (parece bem mais curto do que é).

É normal ter mais de uma forma na mesma cabeça, por exemplo a nuca mais encaracolada. Anota a que domina.

Teste 4: porosidade (só indicativo)

A porosidade é a facilidade com que o fio absorve e perde água. Não há teste caseiro exato, por isso usa dois sinais e tira uma conclusão aproximada.

  1. Deslizamento: segura um fio esticado e passa os dedos das pontas para a raiz. Se deslizam lisos, a superfície está mais fechada. Se sentes aspereza, está mais aberta.
  2. Água: repara se o cabelo demora a ficar encharcado no duche e quanto tempo leva a secar ao ar.
  • Custa a molhar, demora muito a secar, os produtos parecem ficar por cima: porosidade baixa.
  • Molha e seca muito depressa, fica baço e com frizz: porosidade alta (comum em cabelo pintado, descolorado ou com muito calor).
  • Entre os dois: média.

O famoso teste do copo de água (o fio que afunda seria poroso) é pouco fiável, porque resíduos de produto e oleosidade mudam o resultado. Usa-o só como curiosidade.

Erros comuns

  • Fazer os testes com o cabelo cheio de produto: os resultados enganam.
  • Confundir frizz com cabelo "estragado": muitas vezes é um ondulado que foi escovado a seco.
  • Querer um resultado perfeito: isto é um ponto de partida que vais afinar nas próximas semanas.

Exercício

  1. Faz os quatro testes ao longo de dois ou três dias.
  2. Numa folha ou nas notas do telemóvel, cria a ficha "O meu cabelo" com estas linhas: espessura, densidade, oleosidade (dia em que a raiz fica suja), forma, porosidade e "O que mais me incomoda hoje".
  3. Tira uma fotografia de frente e uma de trás com o cabelo seco ao natural e guarda-as junto da ficha. Vão servir de comparação no fim do curso.

Como sabes que correu bem: tens a ficha com as cinco características preenchidas com uma palavra cada e duas fotografias datadas.

O restante fica na tua biblioteca.

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